Desemprego diminui, mas com aumento do emprego sem carteira ou por conta própria

Desemprego diminui, mas com aumento do emprego sem carteira ou por conta própria

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE mostram que a taxa de desocupação caiu no Brasil no trimestre encerrado em julho tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado.

A taxa ficou em 11,8%, 0,6 ponto percentual a menos do que a registrada no trimestre encerrado em abril e 0,5 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2018.

A população ocupada cresceu 1,3% em relação ao trimestre anterior e 2,4% na comparação anual. No entanto, os dados mostram que a melhora dos níveis de ocupação no país ainda é puxada pelos empregos sem carteira assinada e pelo trabalho por conta própria.

Os empregos sem carteira bateram um novo record, com o crescimento de 3,9% em relação ao trimestre anterior e 5,6% em relação ao mesmo período de 2018. Essa situação atingiu 11 milhões e 700 mil brasileiros.

Também bateu recorde o número de trabalhadores por conta própria, 24,2 milhões brasileiros, número que cresceu mais de 5% em relação ao mesmo período do ano passado e 1,4% frente ao trimestre anterior. O número de empregados com carteira no setor privado ficou estável nas duas comparações.

O coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destaca que, no último trimestre, o mercado tinha demonstrado sinais de recuperação dos empregos com carteira, mas isso não se confirmou neste trimestre.

O número de trabalhadores subutilizados continuou o mesmo em relação ao trimestre anterior, totalizando 28 milhões e 100 mil pessoas, mas subiu na comparação anual em 2,6%.

São considerados subutilizados aqueles que trabalham menos horas do que gostariam e estariam disponíveis, os desocupados que efetivamente procuram trabalho nos últimos 30 dias e os que fazem parte da força de trabalho potencial.

A taxa de subutilização ficou em 24,6%, 0,4 ponto percentual menor do que a registrado no último trimestre, mas igual ao mesmo período do ano passado.

A população desalentada, considerada aquela que desistiu de procurar trabalho, 4,8 milhões pessoas, não teve variação significativa. Em relação ao rendimento médio real da população ocupada, os dados mostram que o valor caiu 1% em relação ao trimestre anterior e ficou estável em relação ao trimestre terminado em julho de 2018, estimado em R$ 2. 286.

Fonte: Portal EBC

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